quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Autêntica liderança

O homem livre não precisa dominar outras criaturas, por enquanto a liberdade é um sentimento oposto ao desejo de mando. Os dominadores são aqueles que não conseguem sentir-se valorizados como pessoa, a não ser que estejam dominando a outros.
Quem é livre realmente não pretende ser mestre de ninguém, pois descobriu que não é tão pequeno quanto pensou, nem tão admirável quanto gostaria de ser. Simplesmente resgatou  a ideia de que é a principal autoridade em seu mundo íntimo, e não no mundo dos outros.

O ser liberto faz sua caminhada sabendo que a própria existencia depende exclusivamente de sua auto compreensão. Entendeu que na vida, quando pensamos estar subindo a rua da felicidade, às vezes podemos estar decendo a ladeira da decepção.

Há diversas formas de se atingir uma liderança, para que você possa discernir a situação descrevemos o líder nato e o lider calculista ou produzido.

O líder natural é criativo e engenhoso, traz consigo um manancial expressivo de experiências e conhecimentos. Essa liderança vem revestida de carisma, organização e equilíbrio aliados a capacidade de comando. Identifica-se com os ideais de grupo e os representa bem; é firme e objetivo, inspira confiança, pois sempre esta seguro do que realiza. Fazendo uma analogia com a mensageira dos deuses gregos Íris. Ela segundo a mitologia, aparecia para os mortais na forma de arco-íris, que assim como esses líderes iluminados, fazem uma ponte entre a terra e o céu. Realizam incansávelmente tarefas em consonância com as altas esferas em que se encontram vinculados pelas leis da afinidade e da simpatia.

Aprenderam a ouvir para auxiliar, sem a presunção de resolver. Entendem em profundidade a função da dor e mantém a fé sempre renovada.

Possuem um bom humor extraordinário pelo fato de, tentando cumprir proveitosamente sua missão, estarem de bem consigo mesmos.

A exemplo maior de autêntica liderança do que Jesus? O lider dos lideres reformou as regras religiosas e sociais da época, iluminando a terra com sua mensagem sublime.

Os que saem dos padrões rigorosos do convencional é que impulsionam o progresso da humanidade.
O lider nato é original, é ele mesmo; não copia ninguém. Não se limita a seguir caminhos já percorridos; tem sua capacidade de elaborar concepções novas e encontrar soluções inéditas para antigos problemas. A par disso, participa ativamente de todas as tarefas, recebendo com simpatia e sensatez quaisquer críticas ou sugestões destinadas ao aprimoramento das tarefas.

Os líderes calculistas ou produzidos, muitas vezes são homens dominados pela paixão do comando e da autoridade. Valem-se da força e do discernimento que os líderes natos lhes emprestam. Depositam sua segurança neles, e não em si mesmos. Vivem a sombra das opiniões.

O líder produzido assemelha-se à flor de lis. Vaidosa, porque era usada como emblema dos reis da França. Cresce lançando seu olhar superior para as outras flores que a circundam, como um rei olharia para seus vassalos.
Comumente, encontra pessoas imaturas que o acompanham. É manipulador, mexe 'os cordões de suas marionetes', usando-as em benefício pessoal e fazendo-as viver como robôs - sem vontade própria. Seus adeptos acreditam ser idealistas e auto-determinados, não se dando conta de que, por detrás das cortinas, existe alguém guiando o espetáculo, onde a estrela não é o ideal buscado, mas ele mesmo. Esses seguidores desavisados são flores frágeis, medrosas e sem resistência; entrelaçam-se como trepadeiras nos outros, buscando segurança e equilíbrio.
Os líderes produzidos, que se utilizam do poder de persuasão por meio de uma voz meiga e amistosa, são paternalistas. Querem arrumar e resolver problemas que não são de sua competência, demonstrando empenho oportunista em relação ao bem-estar das pessoas. Instigam seus simpatizantes contra o inimigo imaginário, pensando assim, obter união da equipe que dirigem. Quando manipulamos o outro, atraímos para nós sua vida. Ele passará a fazer parte de nosso destino, com todos os seus problemas e necessidades. Dessa forma, são criados muitos elos entre pessoas que não tem afinidade, resultando disso situações complicadas e convivências desastrosas.
Esse tipo de liderança imita quase sempre outra, que atingiu o êxito que ela pretende alcançar. É severa condenadora, somente aceita as velhas interpretações com as quais está acostumada, não consegue vislumbrar conceitos inovadores nem criar situações novas.
As rivalidades começam, em muitas circunstâncias, quando admiramos alguém e não conseguimos ser como ele. A discórdia inicia-se não por causa da antipatia, mas porque essa pessoa é um espelho onde vemos o que gostaríamos de ser e não somos.

Você me pergunta como deve entender tudo isso? Eu lhe peço que compreenda que você participa de um grupo de seres humanos em busca de crescimento; não de uma assembléia de anjos.
Tenha como ponto pacífico a condição humana e encontre o lado positivo em todas as ocorrências e situações que a vida lhe apresentar. As maiores oportunidades de aprendizagem surgem em nossa vida disfarçadas de desafios e dificuldades. Não atente de forma exclusiva a crítica; lembre-se de que dias sombrios surgem ocasionalmente, mas no final podemos retirar as vantagens do entendimento.
Sabemos que o ser humano está em constante processo de aprendizagem; em vista disso, todos podem aprender a liderar convenientemente. A poda, o corte de uma haste floral, embora pareça não seguir nenhuma regra, deve ser feita próximo ao tronco de onde a haste surgiu. Corte a haste das intrigas e da maledicência de sua vida e observe as pessoas e analise os fatos. Veja por si mesmo a fragilidade dessa situação. Examine os pontos fortes e os fracos e, dessa maneira, encontrará um denominador comum.
Com essa conduta, você terá subsídios bastantes para tomar decisões prudentes e sensatas.

Lourdes Catherine

Nenhum comentário:

Postar um comentário